Chegou a vez do áudio em realidade aumentada

No Festival de Cinema South by Southwest (SXSW) de 2018, a Bose, marca mais conhecida por suas caixas de som conectáveis, lançou o protótipo dos óculos de realidade aumentada (AR, na sigla em inglês) capazes de funcionar à base de som. Combinando dados de sensores de movimento com informações de GPS do seu celular, os óculos conseguem identificar onde você está e em que direção está olhando. Pequenos alto-falantes focados levam o som aos ouvidos do usuário.

Na edição deste ano do festival, entre 8 e 17 de março, a empresa voltou com outro lançamento: o Bose AR, a primeira plataforma de áudio em realidade aumentadano mundo. A plataforma promete uma experiência surpreendente. Ela está disponível nos fones de ouvido Quiet Comfort 35 II, do fim do ano passado, e nos óculos Bose Frames, já postos à venda, pelo aplicativo Bose Connect.

VOCÊ VAI LER SOBRE ÁUDIO EM REALIDADE AUMENTADA

  • Tecnologia pode ser utilizada por meio de fones de ouvido e óculos com saídas de áudio;
  • A Bose AR pode ser utilizada por aplicativos como o Aira, que dá auxílio a pessoas cegas, e o NaviGuide AR, que apresenta opções de lazer para turistas.

 

A empresa também apresentou os primeiros aplicativos aprimorados para a utilização do Bose AR. Veja, a seguir, alguns exemplos de apps, disponíveis no Brasil, que chamaram a atenção no evento:

Aira

O aplicativo Aira ajuda pessoas cegas a se conectar, pela internet, com agentes treinados, que, por sua vez, utilizam um painel com tecnologia de inteligência artificial para auxiliá-las em suas tarefas diárias, por meio do monitoramento de seus smartphones.

A integração do app com o Bose Frames combina o melhor das duas tecnologias. O resultado é uma nova ferramenta para pessoas cegas ou com deficiência visual, que dá conta de preencher a lacuna de informação visual utilizando o som como guia. O Bose Frames também vem acompanhado de unidades de medição inercial (IMUs) integradas, que fornecem aos agentes informações altamente precisas sobre o contexto direcional de uma pessoa no mundo – mais um ponto positivo para os usuários.

 

Golfshot

A parceria da Bose com a Golfshot permite que golfistas ao redor do mundo tenham uma experiência mais simplificada no decorrer do percurso. Dá para verificar no smartphone a distância até o próximo buraco, por exemplo. Disponível para download e uso com o Bose Frames, o aplicativo oferece toneladas de dados e conselhos, além de estar conectado a 45 mil campos de golfe e disponível em 12 idiomas.

 

Traverse

A escritora Jessica Brillhart e sua empresa Vrai Pictures lançaram o Traverse, uma plataforma de áudio espacial que permite a usuários mapear pontos de referência pelos arredores com a ajuda da tecnologia de AR, proporcionando uma experiência imersiva de áudio.

A opção “From Elvis in Memphis” do aplicativo permite que usuários escutem as músicas de Elvis Presley quando estiverem em uma sala qualquer, promovendo uma experiência sonora semelhante à de estar no estúdio de gravação com o cantor. É possível até andar perto dele e dos membros da banda.

Vrai também lançou uma outra experiência de áudio, chamada “The Arm of InSight”, produzida para remontar uma missão espacial da NASA para Marte.

NaviGuide AR

O NaviGuide AR by Navisens utiliza os fones de ouvido ou os óculos da Bose para explorar uma cidade e descobrir atrações turísticas e restaurantes. Ao tocar no dispositivo Bose AR, o Naviguide apresenta fatos importantes para ajudá-lo a escolher aonde ir, mostrando a avaliação de usuários do Yelp! e o número total de comentários com um simples toque.

 

Enquanto a tecnologia de realidade aumentada para vídeo segue progredindo, a de áudio já está pronta e oferece baixo risco de investimento. Além disso, apresenta outros benefícios: com o áudio no ambiente, somos levados a nos reconectar com o mundo ao redor, deixando de ficar vidrados em telas de smartphones.

Embora o segmento de AR fosse dominado pela Bose no SXSW, a empresa não é a única na área. A Apple tem sido há muito tempo conclamada a entrar no nicho. Ming-Chi Kuo, analista da TF Securities, afirmou que a produção de um fone de ouvido de AR pode começar no final deste ano, com início das vendas programado para 2020. Ainda não se sabe bem o que o dispositivo fará, mas Ming-Chi Kuo o comparou ao Apple Watch — o iPhone faria o trabalho pesado, e não os óculos em si.

Maximiliano Crovato cria móveis que brincam com formas geométricas

“Aos oito anos de idade, quando meus pais me autorizaram a mudar todo o meu quarto, desenhei os meus móveis conforme minhas necessidades estéticas e espacial. Naquele momento ficou definido a minha profissão e o profissional que me tornei”, relembra Maximiliano Crovato.

Após duas décadas de carreira, o designer acaba de lançar peças que fazem parte de sua Coleção Geométrica de móveis pensados a partir de formas como cilindros, pirâmides e prismas. São cadeiras, taburets, sofá, gabinete, bar e mesas – de jantar, centro e lateral – em edição limitada (numerados e assinados). “Me fascina o futurismo e o glamour dos anos 70, com seus metais dourados, espelhos e vidros fumê, acrílicos, carpetes de peles e móveis laqueados. Todos esses materiais, assim como a estética, foram muito marcantes na minha infância no período da minha formação, quando estava despertando o meu interesse por esse universo. Cito ainda a importância de Memphis com inspirações art déco e pop art, outros dois movimentos que gosto muito, e todo o maximalismo da Itália que deve estar no meu DNA por ser descendente de italianos”, ele explica

 

Mesa lateral Donata (Foto: Divulgação)

Crovato comenta ainda o passo a passo de seu processo criativo: “Inicia com uma pesquisa sobre a inspiração (venha ela da arquitetura, design, moda ou arte);  depois o estudo de cores; na sequência os croquis seguido dos desenhos técnicos, moldes e maquetes em escala real e, por fim, o protótipo”, acrescenta o criador que lista ainda os profissionais que o inspiram – Ettore Sottsass, Pierre Cardin e Oscar Niemeyer. “Entregar o belo é uma necessidade constante que me move, é a beleza e a paixão pelo que faço que me faz criar ambientes e objetos para compor esses espaços”, concl

Mesa Lateral Franca (Foto: Divulgação)

5 destinos incríveis para ver a aurora boreal

Avistar a aurora boreal é uma experiência impressionante e que dificilmente passaria batido na vida de alguém, mesmo daqueles que não tem intimidade nenhuma com as baixas temperaturas. Natural de regiões mais afastadas do centro do globo, como Canadá, Noruega, Islândia, Finlândia e Antártida, o fenômeno óptico meteorológico encanta pela mistura de cores e pelo toque de magia que proporciona aos que o presenciam. Mas antes de cruzar o globo atrás das tão cobiçadas luzes árticas, é preciso saber aonde ir.

Respondendo a essa dúvida, a Interpoint Viagens & Turismo, agência de viagens especializada em experiências de luxo e inverno, nos indicou os melhores destinos para apreciar o fenômeno e dá dicas para quem pretende presenciar a este espetáculo da natureza.

Alta, Lapônia – Noruega
Embora a Lapônia, no norte da Escandinávia, ocupe uma região compreendida por quarto países diferentes – Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia – a pequena cidade de Alta, situada em solo norueguês e conhecida por “A Cidade das Auroras Boreais”, é um excelente ponto para quem quer apreciar o mundo de cores e aventuras que o fenômeno natural proporciona.

Alta, Laônia (Foto: divulgação)

Ivalo, Lapônia – Finlândia
Ainda na Lapônia, mas no outro 1/4 da fronteira, a cidade de Ivalo, na Finlândia, também é uma excelente opção para apreciar a Aurora Boreal. Com temperaturas pra lá de negativas durante o inverno, cerca de -30º, o destino torna a expectativa de apreciar o fenômeno meteorológico semelhante à vivência na Noruega, mas com uma grande diferença.

No destino, ao se hospedar no hotel Igloo Village Kakslautannen, os hóspedes podem vivenciar a incrível experiência de apreciar a Aurora Boreal da própria cama, já que os quartos são pequenas estruturas em formato de iglu com abóbodas de vidro.

Ivalo, Lapônia (Foto: divulgação)

Fairbanks – Alasca
O Alasca é um dos destinos mais populares do mundo quando se pensa em Aurora Boreal. Seu clima gélido, com temperaturas abaixo de zero, é um convite à contemplação do fenômeno. Por lá, duas cidades se destacam na busca pelas luzes árticas –  Anchorage e Fairbanks. O primeiro não é muito indicado pela grande incidência de chuvas. Já o segundo é um dos melhores pontos de observação do mundo por uma série de motivos. Entre eles o fato de que Fairbanks está situada bem pertinho do Círculo Polar Ártico, na chamada zona da aurora, o que propicia a reincidência do atrativo.

Em média, a aurora chega a ser registrada em oito de cada dez dias. Os melhores pontos de observação ficam em colinas e highways que oferecem vista livre para o horizonte. Quanto mais distante do centro ou da luminosidade da cidade, melhor.

Fairbanks, Alasca (Foto: divulgação)

Whitehorse, Yukon – Canadá
Há pelo menos 20 lugares no Canadá onde é possível ver a Aurora Boreal, mas o melhor deles é a cidade de Whitehorse, no norte do país, no território de Yukon. A cidade, aliás, guarda uma peculiaridade bem interessante para os turistas, já que é considerada pelo livro dos recordes, o Guinness World Records, como a cidade com o ar mais puro do mundo.

Situada bem pertinho do Alasca, a região é muito forte no ecoturismo, atraindo viajantes de todas as partes do mundo atrás de trilhas e caminhadas que levam a cenários de tirar o fôlego e, claro, à Aurora Boreal.

Whitehorse, Yukon (Foto: divulgação)

Reykjavik – Islândia
Diferente de outros destinos já citados, na Islândia não é preciso ir ao norte do país para ver a Aurora Boreal. Na própria capital, Reykjavik, é possível contemplar o fenômeno. Para uma experiência completa, basta se deslocar um pouquinho da cidade para garantir “ingresso” ao show de luzes, que é igualmente deslumbrante. Outras belezas naturais também se destacam em pacotes ao destino, como praias de areias negras, montanhas, formações vulcânicas, gêiser e outras maravilhas.

Reykjavik, Islândia (Foto: divulgação)

3 novos hotéis luxuosos de esqui na Europa

Talvez você seja uma daquelas pessoas que detesta o inverno, mas, para esquiadores e snowboarders, três meses da estação mais fria do ano nunca são suficientes. Principalmente aqueles interessados em hospedagens de luxo na Europa ávidos por conhecer novas alternativas.

Daria-I Nor, Alpe d’Huez, França

Hotéis cinco estrelas nos Alpes não surgem todos os anos, e é por isso que Daria-I Nor se destaca na estância francesa Alpe d’Huez. Da mesma rede do Hotel Koh-I Nor, em Val Thorens, e do Hotel Taj-I Mah in Arc 2000, em Bourg-Saint-Maurice, o novo estabelecimento conta com 46 quartos e suítes, incluindo alguns duplex, com paredes de madeira aquecidas, mantas felpudas e estilo simples e delicado, típico dos frances – que parecem tê-lo dominado. Localizado próximo aos teleféricos de Les Bergers, o hotel possui acesso direto às pistas de esqui. Além de um spa de, aproximadamente, 800 metros quadrados, a propriedade ainda possui duas piscinas, duas saunas, um hammam (banho turco), uma jacuzzi, um solário e um lounge com lareira. O hotel dispõe de dois restaurantes: o L’Améthyste, mais gourmet, com vistas espetaculares da montanha, e o Table de Daria, um pouco mais descontraído, com receitas típicas da região montanhosa. As diárias são de US$ 415 nos quartos mais simples, com café da manhã incluso.

Le Cerf Amoureux, Megève, França

A cidade francesa de esqui Megève poderia, facilmente, ser um dos distritos de Paris, de tão parisienses que são seus hóspedes, seus hábitos e seus gostos são. A família Rothschild estabeleceu seu legado na cidade há várias gerações, mas a estação de esqui perto do Mont Blanc está ficando mais moderna. Prova disso é o Le Cerf Amoureux, que tem uma aparência discreta de chalé, com madeira branqueada, tecidos neutros e minimalismo rústico. A propriedade é um projeto da hoteleira parisiense Lisa Konckier, responsável pelo Hotel de Nell, localizado na capital francesa.

O hotel tem apenas 12 quartos, que contam com detalhes como persiana e teto de duas águas. A vista para o Mont Blanc é um luxo para os visitantes. Antiguidades como cômodas vintage foram colocadas nos quartos, e trenós antigos estilo Davos servem como mesas. Um estúdio de ioga, um spa e uma sala de triagem oferecem relaxamento aos clientes pós-esqui. Os quartos da propriedade contam com preços a partir de US$ 230 por dia.

Hotel Le Massif, Courmayeur, Itália

Courmayeur fica situada no lado italiano do túnel do Mont Blanc, que se conecta a Chamonix, na França. O Hotel Le Massif está localizado no centro da cidade, a poucos minutos dos teleféricos. Como parte de uma das principais bandeiras do mundo, o local foi projetado pelos arquiteto italiano Fabrizio Gandolfo e pelo Inart Studio.

A decoração dos 78 quartos e suítes faz uso de painéis de madeira e pedra, o que oferece um resultado de muito bom gosto. O hotel conta com um concierge de esqui, um spa, dois bares e dois restaurantes: um mais gourmet, o Cervo Rosso Steakhouse, e um mais casual, o Chetif. Uma estadia no hotel dá direito a outros privilégios, como acesso prioritário ao elegante restaurante e clube à beira das montanhas, o La Loge du Massif. Os preços começam em US$ 400 por noite.

VOLVO PENTA LANÇA TECNOLOGIA AUTOMÁTICA PARA BARCOS

Uma das manobras mais difíceis para os motoristas de barco é a atracação, e para auxiliar nesse momento a Volvo Penta lançou uma tecnologia revolucionária.

 

Nova tecnologia lançada pela Volvo Penta faz barco ir sozinho até o local de embarcação. Apresentado em Gothenburgo, na Suécia, sistema chamado auto-docking é pioneiro e torna manobras do barco mais fáceis

 

A Volvo Penta inovou ao apresentar o sistema chamado de auto-docking, em que o barco pode ir sozinho, sem ajuda de comando manual, até a embarcação. A tecnologia é pioneira e foi revelada durante o Volvo Ocean Race, evento que aconteceu em junho de 2018, em Gothenburg, Suécia.

O objetivo do recurso é facilitar as manobras de atracação do barco. Na demostração do auto-docking, a Volvo exibiu o funcionamento do sistema em um barco com 68 pés, que usou a tecnologia acionada através do joystick do posto de comando, outra evolução tecnológica que dá mais autonomia às embarcações.

Problemas recorrentes como vagas estreitas, condições adversas do vento, marinas abarrotadas de barcos e situações semelhantes são corrigidos a partir de agora com a nova tecnologia. Na hora de atracar, o barco terá nova capacidade de resposta através do sistema IPS e com a ajuda de sensores poderá processar o rumo da navegação.

O barco que tem auto-docking entra na vaga seguramente e sai dela de forma automatizada, mas fora o demonstrativo durante o evento de Gothenberg, na Suíça, isso, por enquanto, só acontece só no papel. É que a Volvo Penta tem a tecnologia em fase de testes. A marca explicou que o sistema funciona em três fases.

Primeiro, ao se aproximar do píer, o barco tem o sistema acionado, e este reconhece que a embarcação entrou em uma ‘zona de captura’. Em seguida, envia um sinal para o capitão de que está pronto para atracar. Assim que o capitão ativa o auto-docking, o barco recebe ajuda do GPS e entra no modo docking. Na última fase, o sistema combina GPS e sentores para começar a automatização da atracação.

O potencial de manobra deve-se ao sistema eletrônico de controle a bordo do barco (EVC), responsável por calcular, através de sensores de direção, quando o barco entra e sai da vaga. Além disso, usa quatro sensores situados no píer e postes de amarras para realizarem a leitura do sistema sem stress, medidas que interrompem o auto-docking.

Quais as tendências por trás dos vinhos que você vai beber em 2019

O ano de 2018 foi desafiador para o mercado de vinhos no Brasil, que foi afetado por duas forças que deram aquele baque no bolso dos winelovers. Por um lado, as geadas do inverno dos anos de 2016 e 2017 na Europa que destruíram vinhas em BordeauxBorgonhaVale do LoireToscanaRioja e outras pairagens. O resultado? Menor volume, maiores preços. O valor de Chablis, por exemplo, subiu 30% de um ano para o outro.

O segundo fator foi a queda do real frente a crise socio-política brasileira, que aconteceu em meados de 2018 e dificultou ainda mais as condições de mercado. Aquele vinho que você comprava a R$59,90 em janeiro? Em agosto já estava a R$79,90.

Desafios postos à mesa, o CEO da Sonoma e expert em curadoria de vinhos Alykhan Karim ainda acredita que o ano que vem será promissor para o nicho. Eis as apostas no mundo dos vinhos para 2019:

Portugal em foco

“Queridinhos dos brasileiros, os vinhos lusitanos surpreenderam a todos com sua conquista em 2018: pela primeira vez, Portugal entrou nos Top 2 países com maior número de vinhos importados, ficando atrás somente do Chile – campeão graças à força de vinhedos grandes, como a Santa Helena e a Concha y Toro, que traz por importação própria as marcas populares do rótulo Casillero del Diablo.

Mas é interessante observar que a gigante chilena não conseguiu manter o crescimento dos anos anteriores, ao passo que Portugal só evolui sua aderência ao público. Não duvido que ao menos ganhe mais espaço no nosso mercado e aposto minhas fichas nisso, pois os vinhos portugueses oferecem a melhor relação custo-benefício da Europa. Os vinhos verdes, por exemplo, são divertidos e gostosos, além de leves, ideais para nosso clima. As regiões de Alentejo e Douro entregam potência, músculo e complexidade nos seus tintos, enquanto Dão oferece elegância e, Lisboa, tons de frutas frescas. Realmente, há vinhos portugueses para todos os gostos.”

Vinhos  (Foto: Divulgação)

Sáude, senhores!

“Você sabia que hoje entre 10 a 20% de todos as vinhas do mundo são orgânicas ou estão em vias de adaptar seus processos?  A tendência mundial não é mais tendência e, sim, preferência – tanto do consumidor quanto do produtor.

Quem aqui quer consumir pesticidas e agrotóxicos? Eu não! E estou disposto a pagar um pouco a mais para saber que minha comida e meu vinho são livres dessas substâncias. Claro, podem dizer que sou da Califórnia e, assim, um pouco suspeito, já que há algum tempo somos considerados “hippies” demais quando tocamos neste assunto. Mas muitos produtores também acham que o melhor vinho é produzido de forma orgânica. Empolgados pela mudança de hábito dos consumidores, estão optando por tirar químicas das vinhas, diminuir o uso de sulfitos e interferir menos na produção – tudo isso para oferecer a melhor expressão possível do seu terroir. E isso inclui grandes produtores de regiões tradicionalíssimas: Os Bordeaux de Domaine Chevalier, que estão entre os mais longevos do mundo, são orgânicos, assim como os Brunello di Montalcino de Pertimali e os Chianti Classico da Il Molino di Grace, entre outros.

Já no Brasil, demorou bastante para essa onda pegar. Mas hoje a procura por vinho orgânico, biodinâmico e natural está começando a esquentar e, por isso, podemos esperar um boom no ano que vem, acompanhando a tendência da indústria alimentícia. Mas se quiser aderir já, aí vai uma dica de insider: Liderado em São Paulo por restaurantes como a Enoteca Saint Vin Saint e bares como o Clube Beverino, já é possível encontrar esses vinhos em vários sites e lojas de importadoras de todos os portes.”

Descobertas exóticas

“O Brasil já não é mais criança no consumo de vinho, está entrando na sua adolescência. O consumo anual per capita na cidades de São Paulo e Rio de Janeiro já são por volta dos 10L, que rivaliza com os EUA. No Rio Grande do Sul, este consumo é maior ainda.

Um dos maiores prazeres da vida é a descoberta de um achado e os enófilos do país estão entendendo que isso também se encaixa no mundo dos vinhos. Por isso, procuram cada vez mais sair da mesmice e provar versões exóticas, de regiões diferentes e pouco divulgadas. Pela lei da oferta e da demanda, minha aposta é que vamos passar a encontrar muitos novos vinhos desse perfil no nosso mercado em 2019.

Vinhos  (Foto: Divulgação)

Não seria surpreendente, por exemplo, vermos por aqui mais vinhos da Europa Central (Hungria, Alemanha e Áustria), os excelentes brancos de Nova York e Virgínia, os cativantes Riesling e Gewurztraminer da Alsácia, os grandes Godellos de Bierzo ou raridades como os espumantes da Inglaterra, que hoje estão muito dando o que falar.”

Valorização do nacional

“Ainda novidade para muitos consumidores, há dezenas de microprodutores nacionais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul que produzem vinhos excelentes. Os tintos são bons, alguns realmente fantásticos (um exemplo é oMiolo Single Vineyard Touriga Nacional, com excepcional relação custo-benefício). Por sua vez, em São Paulo, os tintos à base de Syrah da Guaspari são cada vez mais procurados.

No entanto, a força do Brasil está sem dúvida nos seus espumantes, tendo como líderes  PizzatoCave GeisseCampos de Cima e vários outros pequenos produtores de peso. Hoje, essa categoria tem reconhecimento internacional – tanto é que, pela primeira vez, são exportados para Inglaterra e EUA – e, finalmente, estão começando a receber o mérito devido dentro do próprio país: só em 2018, a venda dos espumantes nacionais subiu mais que 50% com relação ao ano anterior.

Se a tributação interestadual for resolvida ou simplificada no próximo ano, o consumo do espumante nacional poderia explodir. (Hoje tem um imposto de ICMS/ST de 40% arrecadado de um vinho do sul que entra em SP, MG ou RJ, muito oneroso para produtores artesanais).

Vamos torcer para que aconteça. Também vamos tomar uma taça ou outra a mais para comemorar o início de um novo ano com tantas previsões de novidades para os winelovers.Tim-Tim!”

Este catamarã elétrico pode rodar o mundo sem precisar ser reabastecido

Se você já passou um tempo olhando para imagens de divulgação de cruzeiros, embarcações de luxo e afins, já deve ter reparado em um elemento em comum: céus brigadeiros, um sol à pino queimando o cais. Paisagens idílicas em meio a um mar cristalino. E aí você tem essas imagens deste catamarã da Solarimpact Yacht: as linhas negras futuristas são um destaque incomum, assim como o design, que lembra menos destinos ideias de veraneio e mais um episódio de Black Mirror.

Mas veja só: no caso o sol cumpre uma função. Este barco é um veículo elétrico, afinal, movido por um conjunto de painéis solares instalados no teto e alimentado por um conjunto de baterias. Um motor duplo de 500 kW permite que a embarcação alcance até 22 nós. Quando o assunto é conforto, são três níveis e um total de 220 m², laém de um salão de 100m² com vista 360º. A marca garante que é um passeio silencioso e resistente à movimentação do oceano. Este último  item é essencial para ajudar a garantir uma autonomia mais previsível – um problema em alto-mar que não acontece sobre o asfalto, ao menos não na mesma escala.

De todo jeito, a fabricante suiça garante que o modelo é auto-suficiente, e é capaz de rodar o mundo sem precisar parar para reabastecer.

Salada de polvo leva pepino em conserva para os dias quentes

Dias quentes pedem uma boa salada. O expert Jun Sakamoto, mestre na arte do sushi e da comida japonesa, divide com a receita da Salada de Polvo do Junji Skamoto do Shopping Iguatemi São Paulo, com pepino em conserva preparado em casa.

Ingredientes:

Pepino em conserva
250 g de Vinagre de arroz
325 g Açúcar refinado
25 g sal
3 Pepino japonês

Preparo do pepino em conserva
Misturar todos os ingrediente ( vinagre de arroz, açúcar refinado e sal)
Pepino: fatiar bem fino os pepinos, salgar levemente e deixar descansar por 20 minutos. Lavar e retirar o excesso de sal. Comprimir bem até que retire toda água. Colocar o pepino dentro da solução de vinagre. O pepino pode ser preparado até 3 dias com antecedência.

Cozimento polvo:

Cozinhar o polvo por aproximadamente 15 minutos com 1 limão. Resfriar e fatiar

Molho de miso:
30 g de Miso vermelho
50 g de vinagre de arroz
15 g de açúcar refinado
5 g de molho shoyu
5 g de pimenta dedo de moça

Misturar todos os ingredientes, reservar.

Montagem do prato:
Retirar o pepino do vinagre e colocar no centro do prato, colocar as fatias de polvos em torno e regar com o molho de miso.

Conheça o primeiro relógio que só pode ser comprado em bitcoins

Você pode nem ter percebido o tempo passar, mas o bitcoin, a criptomoeda mais famosa do mundo, já tem dez anos de idade. Para celebrar o aniversário, a Hublot lançou o relógio Big Bang Meca-10 P2P. O fato curioso sobre ela: a edição limitada só pode ser comprada on-line com Bitcoins  – o número da transação é gravado no aro de cada peça.

É o primeiro relógio que só pode ser comprado com bitcoins e será vendido apenas via e-commerce. As vendas serão feitas em parceria com a corretora asiática OS Limited.

Além disso, o Big Bang Meca-10 P2P é uma edição limitada de 210 cópias: uma referência ao limite global de Bitcoins fixado em 21 milhões de unidades.

O P2P possui caixa com diâmetro de 45 mm feita de cerâmica preta microjateada de óxido de zircônio. Outra alusão à criptomoeda, a pulseira de couro de vitelo azul com borracha preta costurada exibe um motivo que faz referência à Blockchain, a rede de interconexão de computadores que permite que a moeda virtual exista.

O Big Bang Meca-10 P2P foi apresentado no último 6 de novembro em Hong Kong, sede da OS Limited.

3 destinos exclusivos para relaxar no Brasil

Nem acabou o feriado direito e você já está pensando em relaxar? A pluralidade de cenários no Brasil é um dos grandes atrativos para viajantes do mundo todo – e para os próprios brasileiros. Em períodos de crise e de descompasso cambial, o turismo interno mostra-se uma opção a ser fortemente considerada.

Manaus (Amazonas)

A imensidão amazônica abriga a maior biodiversidade do planeta, com mais de 30 mil espécies de plantas e uma fauna igualmente exuberante. Antes um destino voltado aos espíritos mais arrojados – e com pouca ou nenhuma estrutura –, hoje se tornou um destino procurado por estrangeiros e brasileiros que buscam se conectar com a natureza sem abrir mão do conforto.

Os hotéis estilo lodge (mais rústicos e espaçosos) se espalharam pela região. O Anavilhanas Lodge, no município de Novo Airão (região metropolitana de Manaus), fica nas margens do Rio Negro, entre imensos igarapés. Seu nome faz referência ao arquipélago de Anavilhanas, um parque nacional com mais de 400 ilhas. São 16 chalés standard, quatro bangalôs superiores e dois panorâmicos. O destaque da acomodação panorâmica é uma parede de vidro de 10 metros quadrados com vista para a floresta. Duas diárias (o mínimo para uma reserva) na categoria panorâmica durante a alta temporada (julho e agosto) custam R$ 4.180 por pessoa, na acomodação dupla. Curiosidade: no local quase não há insetos devido ao pH das águas escuras (entre 4,3 e 5,2), o que impede sua proliferação.

Assim, sem ser “comido” por pernilongos, é possível navegar pelas águas da região. A proposta da Expedição Katerre, por exemplo, é oferecer o máximo de comodidade em barcos-boutique com capacidade para 16 pessoas. O maior deles, batizado de Jacaré-Açu, tem 64 pés e oito suítes climatizadas. Oferece todas as refeições, preparadas por chefs que usam ingredientes locais. O roteiro mais curto dura quatro dias. Não é incomum que turistas emendem alguns dias no Mirante do Gavião Lodge (foto), também em Novo Airão.

 

Fernando de Noronha (Pernambuco)

É o arquipélago mais exclusivo e de acesso mais restrito do país. O aeroporto comporta pequenas e médias aeronaves – os voos saem de Recife e Natal. Para explorar suas belas ilhas e praias, é preciso pagar uma taxa de preservação diária de R$ 70,66 por pessoa. Noronha é um dos melhores locais do mundo para a prática do mergulho, tanto pela temperatura média da água (26 ºC) como pela visibilidade (50 metros na horizontal). Um passeio clássico é à Baía do Sancho. Seu acesso só é possível por uma escada entre fendas nas pedras. Em suas águas cristalinas é possível a observação de peixes, raias e tartarugas. Uma trilha de 1 quilômetro leva ao Mirante da Baía dos Golfinhos. O ideal é começar o passeio cedo: os golfinhos costumam fazer suas acrobacias entre 6h30 e 7h30.

A pequena Baía dos Porcos é acessível pela trilha que parte da Praia Cacimba do Padre. O contraste entre a água azul-turquesa e as pedras vulcânicas pretas compensa o esforço da caminhada, assim como a vista para o Morro Dois Irmãos. Também vale – e muito – um mergulho livre com snorkels para observar a fauna marinha.

Trancoso (Bahia)

O vilarejo de Trancoso, no município de Porto Seguro, caiu no gosto de brasileiros e estrangeiros, que escolheram a região para instalar suas propriedades de veraneio. O clima hi-lo, que mistura sofisticação e simplicidade, faz de Trancoso um dos destinos mais aquecidos do verão brasileiro – e um dos mais agradáveis nas baixas temporadas. O Quadrado, no centro da vila, concentra simpáticas casinhas coloridas onde estão instalados restaurantes, bares e lojas, além da pequena Igreja do Quadrado (ou de São João), erguida em 1656 – e hoje endereço cobiçado por noivas e noivos de várias partes do país.

A caminhada entre Trancoso e Arraial d’Ajuda pela praia tem longos 12 quilômetros de extensão – é possível fazer o trajeto de carro, mas é preciso que ele tenha forte vocação off-road. Para quem se animar a ir a pé, algumas paradas no caminho são estratégicas. A desértica e bem preservada Praia do Taípe tem belas falésias e águas azuladas. No alto das falésias fica uma unidade do Club Med.

Não faltam opções de hospedagem no vilarejo. O Uxua Casa Hotel & Spa (foto) fica em localização privilegiada, a 500 metros do Quadrado. Seu terreno é ocupado por 11 casas com até três quartos. O hotel foi erguido e mobiliado com materiais reciclados e antiguidades que remetem aos primórdios de Trancoso, fundada há 500 anos. O designer e autor do conceito da propriedade é o holandês Wilbert Das, ex-diretor criativo da grife italiana Diesel e hoje morador do vilarejo. As diárias do Uxua chegam a R$ 5.200.